segunda-feira, 1 de julho de 2013

#Paciência

Fala-se da necessidade urgente de um mundo mais tolerante, menos preconceituoso e mais aberto a uma nova realidade que se desdobra diante dos nossos olhos. Mas o que falta mesmo é PACIÊNCIA.

E pode ser que nas horas loucas do cotidiano nos esqueçamos do significado mais profundo dessa palavra, que nada mais é do que a virtude de suportar infelicidades ou tristezas causadas por problemas das mais variadas espécies.

Falta-nos, portanto, paciência para entender que o direito de alguém não prevalece sobre o direito de milhares e que o direito de milhares muitas vezes exclui alguém. Para compreender que a felicidade do outro pode ser diferente da nossa. Que os valores de um nem sempre são iguais aos de todos.

E, claro, falta-nos paciência de esperar em uma fila, de aguardar um idoso atravessar a rua, de deixar um carro passar...

Fico pensando, às vezes, no pior tipo de impaciência que existe: aquela que não ouve o desabafo de um amigo, que foge de uma discussão – saudável – com @ namorad@, que impede de dar um conselho, que faz agir impulsivamente.

Embora não seja afeito a citações bíblicas – por considerá-las piegas e descontextualizadas – há uma muito apropriada, do Eclesiastes: Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito.

E já acabo aqui, sem paciência de pensar em um final mais impactante.

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