Fala-se da necessidade urgente de um mundo mais tolerante,
menos preconceituoso e mais aberto a uma nova realidade que se desdobra diante
dos nossos olhos. Mas o que falta mesmo é PACIÊNCIA.
E pode ser que nas horas loucas do cotidiano nos esqueçamos
do significado mais profundo dessa palavra, que nada mais é do que a virtude de
suportar infelicidades ou tristezas causadas por problemas das mais variadas
espécies.
Falta-nos, portanto, paciência para entender que o direito de
alguém não prevalece sobre o direito de milhares e que o direito de milhares
muitas vezes exclui alguém. Para compreender que a felicidade do outro pode ser
diferente da nossa. Que os valores de um nem sempre são iguais aos de todos.
E, claro, falta-nos paciência de esperar em uma fila, de
aguardar um idoso atravessar a rua, de deixar um carro passar...
Fico pensando, às vezes, no pior tipo de impaciência que
existe: aquela que não ouve o desabafo de um amigo, que foge de uma discussão –
saudável – com @ namorad@, que impede de dar um conselho, que faz agir impulsivamente.
Embora não seja afeito a citações bíblicas – por
considerá-las piegas e descontextualizadas – há uma muito apropriada, do
Eclesiastes: Melhor é o fim das coisas do
que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de
espírito.
E já acabo aqui, sem paciência de pensar em um final mais
impactante.
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